Movimento de Inovação na Educação
A fim de integrar redes de educação, escolas, profissionais, ativistas e iniciativas sociais que atuam pela transformação inovadora da educação surge o Movimento de Inovação na Educação (MIE). Aqui neste post conheceremos o Movimento de Inovação na Educação e suas articulações.

Movimento de Inovação na Educação

Você conhece o Movimento de Inovação na Educação (MIE)?

Aqui neste post conheceremos o Movimento de Inovação na Educação e suas articulações.

A fim de integrar redes de educação, escolas, profissionais, ativistas e iniciativas sociais que atuam pela transformação inovadora da educação surge o Movimento de Inovação na Educação (MIE).

Com um grupo articulador de peso, representado por instituições (Cidade Escola Aprendiz, Ashoka, Fundação Telefônica, Inspirare…) e pessoas (Anna Penido, Natacha Costa, Helena Singer, José Pacheco…), dessa maneira o movimento apresenta bases sólidas a iniciativas e parcerias.

Desde 2018, o MIE mantem um portal na internet para amplificar o apoio às organizações educacionais que buscam inovar em seus projetos políticos pedagógicos considerando os seguintes pontos:

  • ampliação e qualificação da educação inovadora e criativa no Brasil;
  • produção de conhecimento sobre inovação no contexto educacional;
  • fortalecimento de ações inovadoras na educação básica.

Neste portal, é possível verificar o mapa no qual são apresentadas as experiências, filtradas por

  • natureza: escola ou outro tipo de organização;
  • público: segmento de atendimento
  • esfera: pública, particular ou comunitária;
  • região do país.

Inovação na Educação para o Movimento

Além disso, o site agrega notícias e publicações diversas (textos, vídeos etc.), além de divulgar e promover eventos.

Primeiramente, precisamos entender o que é considerado inovação para o MIE.

Segundo o movimento, o primeiro passo para a inovação é a apresentação de resultado para iniciativas de escolas e outras organizações educativas, a partir da produção de base.

Ou seja, primeiro o espaço educativo produz o conhecimento. Mas esse conhecimento deve ser coletivo e dialógico, envolvendo o maior número de pessoas da instituição.

Assim, são considerados novos conceitos, estruturas e metodologias que rompem com velhas lógicas de fragmentação, hierarquias e centralizações que prejudicam o conhecimento dialógico e inovador.

Por fim, essas práticas devem visar à superação de desigualdades, para transformar seus contextos em espaços de garantia de aprendizagens no desenvolvimento integral de todas as pessoas envolvidas em seu entorno.

Organização educativa inovadora

Afinal, o que torna uma prática inovadora?

Vejamos quais são as dimensões consideradas pelo MIE:

  • Gestão: a organização educativa deve considerar a corresponsabilização na construção e manutenção do seu projeto político-pedagógico. Logo, isso se estrutura no trabalho da equipe, na organização do espaço, do tempo e do percurso das e dos estudantes, com base no compartilhamento dos processos de educação, que devem orientar a cultura escolar.
  • Currículo: para o currículo ser inovador ele deve orientar o desenvolvimento integral no reconhecimento multidimensional humano – afetiva, ética, social, cultural e intelectual. Além disso, a construção se dá por processos participativos na produção, e partilha de conhecimentos e culturas para a transformação do contexto socioambiental, na promoção de novas relações entre a humanidade e o contexto do planeta.
  • Ambiente: espaços inovadores criam possibilidades de acolhimento e de solidariedade, na potencialização da criatividade e da convivência de valorização das diferenças. Nesses ambientes, o estímulo ao diálogo entre os diversos segmentos da comunidade é constante, para alcançar o bem-estar comunitário. Assim, a qualidade está além da infraestrutura, se constrói nas relações.
  • Metodologia: a metodologia possibilita o protagonismo estudantil ativo, em redes e comunidades, para interação, colaboração em debates e produção de conhecimentos. Deste modo, estudantes potencializam seus usos dos diversos recursos e tecnologias, para ampliação do exercício da autonomia. Os processos reconhecem as singularidades, garantindo aprendizagens de acordo com ritmos, interesses e estilos diferentes.
  • Intersetorialidade: a inovação é vista como um trabalho articulado de atores sociais e institucionais na constituição de redes. Assim, o diálogo entre diferentes setores é uma das principais ferramentas para construção de ações para a garantia de direitos fundamentais da formação educacional.

Como participar?

Se você faz parte de alguma instituição que apresenta as características e o compromisso com os valores da Inovação da Educação, entre em contato com o Movimento pelo e-mail: movinovacaonaeducacao@aprendiz.org.br.

Há também um espaço no portal para interação. Se preferir, você pode baixar o material de divulgação preparado pelo MIE.

A Teia Multicultural faz parte do mapa do Movimento de Inovação da Educação, e foi assunto de uma matéria sobre sua atuação nos projetos interdisciplinares do Ensino Médio durante a pandemia.

Esse artigo faz parte de outro movimento, o #reviravoltadaescola, promovido pelo Centro de Referências em Educação Integral.

Francisley da Silva Dias

Mais conhecido como Francis, é Educador, Professor de Língua Portuguesa Brasileira, Preparador, Revisor e Tradutor de textos; acredita na Educação e nas Artes como essenciais para os desenvolvimentos sociais.

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